segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Não se janta com 10 euros num restaurante que a conta fica 100

A frase que dá o título a esse post foi dita por Antonio Conte no final da temporada passada quando perguntado sobre suas expectativas para a próxima Champions League.

A resposta de Conte explica as frustrações com Sanchez e Falcao, principais especulações nessa janela de transferências, e ajuda a entender a postura da Juventus no mercado.

O planejamento elaborado por Andrea Agnelli, Marotta e equipe segue rigidamente diretrizes orçamentárias e termos de responsabilidade fiscal, o dito Fair Play Financeiro. O clube funciona como uma empresa e no final da temporada não basta pagar suas contas, tem que ter lucro. Isso, somado a outros fatores, não permite uma postura mais agressiva da Velha Senhora no que tange a transferências.

O último caso do mercado, envolvendo Falcao Garcia, serve de exemplo. A proposta da Juventus era de 8 milhões pelo empréstimo e 5M de salários, um negócio que envolvia 20 milhões de euros bruto. Por um momento a proposta da Juve foi a única que sobrou na mesa, Real e City impossibilitados pelo Fair Play financeiro já haviam desistido, até que o United apareceu com quase o dobro oferecido pela Juventus.

A proposta dos ingleses era exatamente a contraproposta que havia sido feita para a Juve, que já tinha decidido que não aumentaria um euro sequer na negociação. Por 12 milhões pelo empréstimo mais 12 de salários, o mesmo que ele recebia no principado, Falcao ficou com o United. A diferença para a proposta da Juve parece pouco, mas no total o United gastará 36 milhões de euros no negócio, incluindo taxas e tributação.

O que aconteceu nessa janela de transferências com certeza foi um dos motivos que fez Conte abandonar seu cargo.

O mercado da bola está inflacionado e quem segue seu orçamento e diretrizes de responsabilidade fiscal a risca paga o preço.

Onze bianconeri com suas seleções

São onze os jogadores da Juventus convocados para suas seleções para a próxima data FIFA. Os bianconeri estarão em campo em amistosos, eliminatórias para a Euro16, Copa das Nações Africanas e Euro sub-21.

Os convocados:

Itália: Buffon, Chiellini, Bonucci, Marchisio e Giovinco.
Gana: Asamoah.
Chile: Vidal.
Suíça: Lichtsteiner.
França: Evra e Pogba.
França sub-21: Coman.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Radamel Falcao Garcia, o sonho virou esperança

A cereja do bolo?

Há mais de dez dias a capa da Gazzetta dello Sport trazia a possibilidade Falcao Garcia na Juventus. A maioria da torcida bianconera, ciente das condições italianas para contratação de um grande craque, desconfiou e alguns até ironizaram.

Com o tempo, o que parecia ser apenas um boato, começou a tomar forma e ser publicado em outros meios de comunicação italianos. E na quarta-feira Carlo Laudisa, jornalista da Gazzetta que deu em primeira mão a possibilidade, afirmou que Andrea Agnelli e Giuseppe Marotta não estavam indo para Mônaco apenas para o sorteio dos grupos da Champions Leage. Laudisa adiantou que a direção bianconera se reuniria no principado com o agente do atacante colombiano e apresentaria sua proposta.

Hoje, um dia após a reunião que teria durado duas horas, as notícias dão conta que Falcao já teria aceitado a proposta salarial da Juventus de 5 milhões de euros mais bônus e que o Monaco avalia a proposta de 8 milhões da Juve pelo empréstimo de Falcao. Os franceses estariam pedindo 12 milhões pelo empréstimo, pedida considerada alta pela Juventus, que tem a seu favor o desejo do agente de Falcao de tirá-lo da Ligue 1, a insatisfação do atacante com o Monaco e nenhum outro clube na disputa pelo negócio.

Chicharito Hernandez é a alternativa
Juventus já fez uma proposta de empréstimo ao Manchester United pelo mexicano e aguarda a resposta dos ingleses. Com o jogador tudo acertado.

 
*Com informações de Gianluca Di Marzio (Sky Sport Italia) e Carlo Laudisa (Gazzetta dello Sport)

O que esperar da Juve de Allegri?

Allegri conquistará o coração dos bianconeri?

A temporada 2014/15 vai começar pra valer na Itália e a Juventus, além do desafio de defender o título, terá que provar que é capaz de vencer sem o comando de Antonio Conte. A tarefa parece ser mais difícil dessa vez, depois de três temporadas vitoriosas com Conte a Juve encontrará adversários reforçados e, aparentemente, mais organizados, no caminho pelo tetracampeonato.

A missão coube a Massimiliano Allegri, que entrará na disputa da Serie A com o peso de ser o único treinador na competição que já teve o prazer de levantar o scudetto, com o Milan em 2011.

A escolha por Allegri não foi bem aceita de início pela torcida bianconera, que ainda não havia assimilado a perda do grande ídolo dentro e fora dos campos Antonio Conte. Se esperava alguém com maior identificação com o clube, com mais experiência internacional, mas não foi. Allegri chega na Juve com um currículo até melhor que o de Conte na sua chegada ao comando técnico bianconero, mas que não agrada a maioria, sendo o scudetto de 2011 o único grande feito.

Esqueça a solidez defensiva e a intensidade dos tempos de Conte. O time de Allegri deverá ser menos apegado ao esquema tático, dando espaço maior para as individualidades, e sem toda a intensidade que Conte colocava na equipe da beira do campo. Pior? Talvez. A grande diferença que Allegri demonstra ter de Conte são as variações táticas, o que era um dos pontos mais criticados nos tempos do antigo treinador.

Allegri não esconde de ninguém que sua ideia na Juventus é partir no 4-3-1-2, abandonando os três zagueiros que fizeram sucesso nas duas últimas temporadas na Itália a ponto da fórmula ser repetida na seleção italiana. As chegadas de Evra, Coman e Pereyra e a recuperação de Pepe darão mais opções para Allegri variar taticamente. Em sua chegada, Allegri disse que não abandonaria o esquema antigo, mas dava sinais do contrário, até que por circunstâncias de lesões e uma epidemia de gripe no elenco o forçar a começar no 3-5-2 amanhã contra o Chievo, conforme as mais variadas previsões da imprensa italiana.

Um time com mais liberdade em campo é o que traduz o que deverá ser a Juventus de Massimiliano Allegri, que sem o estilo "durão" de Antonio Conte, tentará manter a invencibilidade em território italiano.

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